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Proteção de dados, com ou sem exigência legal

Por Gil Torquato – CEO do UOLDiveo *

Participei recentemente de um debate sobre proteção de dados no IT Fórum Expo 2018, evento organizado pela IT Mídia, realizado em São Paulo. Esse tema há muito figura na lista de preocupações das empresas, mas ganhou escopo de peso com a transformação digital.

O assunto ficou ainda mais aquecido em função da lei 13.709, a chamada Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), sancionada pelo presidente Michel Temer em agosto de 2018. É um marco legal para a proteção de dados pessoais no País, que passará a valer a partir de fevereiro de 2020. A LGPD determina regras para a proteção de informações pessoais, nas quais os cidadãos poderão se apoiar para questionar seu mau uso.

As empresas devem portanto, se preparar para atender às exigências legais, porém, antes disso, devem ter total consciência de que proteção das informações dos consumidores e colaboradores é fundamental para a preservação e melhoraria de suas imagens.

No grupo UOL, a preocupação com o tratamento e a guarda das informações sempre foi tratada com muita seriedade. Sabemos que nossos mais de 100 milhões de usuários e assinantes do portal UOL, que mensalmente fazem buscas, leem notícias, realizam compras no shopping UOL, preparam-se para o vestibular no UOL Cursos ou ouvem músicas, confiam que os dados cadastrais ali preenchidos nunca serão utilizados ou compartilhados indevidamente.

Asseguramos que todo e qualquer uso, para análise comportamental de grupos e nunca individualizada, deverá ser anteriormente autorizado pelo usuário e ou assinante.

Essa confiança é suportada também no fato do UOL DIVEO ser PCI Compliance, ter certificações ISO 27.001, ISAE, entre outras qualificações que nos credencia com segurança nessa nova era e também os nossos clientes, como Pagseguro, por exemplo, a se adequarem às exigências do Banco Central do Brasil (Bacen) ou mesmo às da LGPD.

Em linhas gerais, sou contrário a qualquer tipo de controle ou amarras na internet. Porém, no caso do Marco Civil e da LGPD, confesso que além de termos contribuído por meio da Associação Brasileira da Internet (Abranet), somos muito favoráveis a certas limitações de uso, para eliminarmos abusos que são praticados. É uma questão de equilíbrio e bom senso, independentemente de exigências legais.

Quando recebo a informação do meu time predileto de futebol já pré-configurado na minha página de esportes, isso é prestação de serviço que eu inclusive solicitei que fosse assim, do meu jeito. É um pequeno exemplo de como a informação bem trabalhada pode gerar uma boa prestação de serviço, customizado, sob medida.

Mas precisamos estar alinhados à LGPD e para tornar essa adequação mais simples para os nossos clientes, o UOL DIVEO tem uma área de especialistas para orientá-los. Assim, poderemos fazer desse limão, uma limonada!

*CEO do UOL DIVEO, Gil Torquato é Bacharel em Relações Públicas pela Fundação Cásper Líbero, pós graduado em marketing pela ESPM e MBA em Gestão Empresarial pela FGV.

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